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Tutorial sobre o wireshark

O Wireshark é um sniffer multi-uso que pode ser usado tanto para ver o trafego em portas USB como principalmente para o trafego de redes. É um software baseado na lib-pcap (ou winpcap para Windows) e pode ser encontrado aqui .

Usando o wireshark
É provavelmente o sniffer de redes mais usado do mundo, isso provavelmente se deve aos seguintes fatos:

  • É um sniffer multiplataforma pode ser executado em ambiente Windows ou Unix LIke;
  • Não necessidade de nenhuma configuração complexa para seu funcionamento;
  • Tem uma interface gráfica amigável;

Para iniciar um captura você deve escolher qual interface de rede será usada para a captura do trafego daa rede (em LInux o wireshark deve ser executado por um usurio com poderes de root, pois ele ira alterar o modo da interface de rede escolhida para promiscuo – nesse estado o sistema não apenas captura os pacotes direcionados para sua placa de rede, como tambem todos os outros pacotes que estiverem trafegenado pela rede no momento).

Para iniciar uma nova captura vá em Capture->Interface, escolha uma interface de rede e clique em start.

Para parar a captura vá em Capture->stop.

Filtros

Além das característica s que cita anteriormente outro atrativo do wireshark é a facilidade de criar filtros para os pacotes capturado. Essa aplicação é util para criação de estatistas ou analise do trafego de rede.

Exemplo de alguns filtros comuns são:

ip.src == ip1 and  ip.dst == ip2

Só exibe os pacotes que tiveram a ooriigem em ip1 e destino em ip2

tcp.port == porta1

Lista todos os pacotes tiveram origem ou destino na porta1.

http

Lista todos os pacotes http .

Você também pode  usar a função Expression para criar filtros mais específicos.

Analise

Se vocẽ quiser analisar o fluxo de informação  de maneira mais detalhada pode usar as opções Analyze -> Follow TCP Stream ou Follow UDP Stream.

Estatisticas

No wireshark é possível criar basicamente 2  tipo de fluxo que mostra a direção do fluxo de rede e gráfico de trafego.

Para criar um gráfico de fluxo clique Statistics-> Flow grafics.

Apagar senha de Root no Mysql

Se vocẽ instalou o mysql e ficou um certo tempo se usa-lo e acabou esquecendo a senha de root que escolheu durante a instalação, não se desespere, basta seguir os os passos abaixo.

1. Pare o servidor Mysql (caso já esteja rodando):

#/etc/init.d/mysql stop

2. Inicie o servidor Mysql em modo de segurança e use –skip-grant-tables para pular as tabelas de usuario no momento do loggin.

#mysql_safe –skip-grant-tables

3. Execute o cliente Mysql  sem usuário:

$mysql

4. Ao entrar no shell do Mysql, selecione o banco de dados mysql:

mysql> use mysql;

5. Muda o campo senha do usuário root da tabela user:

mysql> update user set password = password(‘novaSenha’) where user=’root’ and host=’localhost’;

6. De um flush para gravar os dados alterados:

mysql> flush privileges;

Pode sair do cliente, reinicie o Servidor e pronto a senha de root esta alterada.

 

 

Usando o Kismet

O Kismet é um poderoso sniffer para rede wi-fi. É uma ferramenta útil tanto por crackers para colher pacotes de uma rede como por um administrador para verificar vulnerabilidade existente. O kismet poder ser baixado AQUI , ou baixando do repositório de sua distro.

Se estiver usando Debian e derivados:

#aptitude install kismet

Se estiver usando Red Hat e derivados:

#yum install kismet

Apos   a instalação deve-se configurar o arquivo kismet.conf da seguinte maneira:

# vim /etc/kismet/kismet.conf

Nesse exemplo eu optei por usar o vim, mas você pode escolher o editor de sua preferencia.

Altere a linha

source=rt8180,wlan0,addme

onde:

rt8180 é o driver da minha placa wireless;

wlan0 é o nome da interface de rede wireless;

addme é o nome que você quer a dar o conexão.

Apos realizar as configurações necessárias, o kismet pode ser executado (lembrete, deve-se executar o kismet sem esta conectado a nenhuma rede wireless):

Os pacotes são armazenados em /var/log/kismet/ para uma analise posterior.

Criptografia de disco em linux

Uma boa pratica de segurança da informação é manter uma partição do disco criptografada, essa prática ajuda a dificultar o acesso do atacante a dados sigilosos. Como mostrei em outra postagem, com acesso fisico no computador alvo é fácil logar como root e ter acesso a todos os dados do sistema. Esse problema é facilmente resolvido com criptografia.
Em Lĩnux existem duas excelentes ferramentas: o Truecrypt com versões disponiveis para windows e Línux, e o dm-crypt que usa o suporte à criptografia do kernel apartir da versão 2.6.
Nesse post vou mostar a maneira mais simples para criar uma partição criptografada usando aes e ripemd160.

Primeiro use o crypsetup para criptografar a partição escolhida. Ele vai pedir para digitar a chave que vc deseja usar para criptografar a partição.

$sudo cryptsetup create label /dev/particao_escolhida

Agora é necessario criar um sistema de arquivo para a nova partição:

#mkfs.ext4 /dev/mapper/crypto

Pronto agora é só montar a partição com mount:

#mount /dev/mapper/label /mnt/

Para monta-la de novo apos reiniciar o sistema é só usar:

#cryptsetup create label /dev/particao_escolhida
#mount /dev/mapper/label /mnt/

Em outro post eu explicarei um pouco sobre o mecânismo e os algoritmos utilizados no cryptsetup.

Deletando arquivo definitivamente

Segundo informações do NiST (National Institute of Standards and Technology) para você realmente apagar um arquivo de um disco deve escrever por cima dele 30 vezes. Logo se você pensa que apos esvaziar a lixeira ou formatar o disco os dados foram perdidos para sempre voce esta enganado.
A prova de que é possivel recuperar os dados nessas situações foi realiza no post recuperação de arquivos com dd e foremost.
Se voce tem algum arquivo que por motivo voce quer que seja apagado definitivamente é só apaga-lo com o wipe. Esse aplicativo escreve valores aleatorios no espaço que o arquivo que voce quer apagar 30 vezes, logo é praticamente impossivel se recuperar essa informação. Para instala – lo precure os pacotes necessários no sua distro, caso não encontre, vc pode baixar os fontes desconpacta – los. Para install é só executar um ./cofigure, make, make install e pronto.

Para usa-lo é ainda mais simple:

$wipe [opções] arquivo

Apagar senha de root no Linux

Nesse post descrevo um metodo para resetar a senha de root de um sistema Línux.
Esse método é util no caso de vc não se lembrar da senha de root, mas pode ser usado para acesso não autorizado em sistemas aleios. Lembrando que vc só deve usar esse metodo em ultimo caso, pois ele apaga a antiga senha de root do sistema.
A primeira coisa que vc precisa é um live CD da distro que vc preferir. No meu caso use o Dan Small Línux, uma distro baseada em Debian que tem como principal caracteristicas ter uma imagem de 50 MB e segundo seus desenvolvedores pode rodar em apenas 16 MB de RAM!!!!
De boot pelo live CD, ao carregar o sistema abra um shell e monte a partição do sistema que deseja apagar a senha de root.

#mount – loop /dev/dispositivo_onde_o_sistema_esta_instalado /mnt/

Depois mude as permissões do arquivo /etc/shadow (é nesse arquivo que ficam armazenadas as senha criptografadas do sistema, por defaut as permissões desse arquivos são 000).

#chmod 600 /etc/shadow

Na linha acima vc concedeu ao root permissão de escrita e leitura no arquivo /etc/shadow.

Abra o /etc/shadow com o editor de texto de sua preferência, no meu caso como sou fiel a ideologia Unix, eu vou usar o Vim. Mas vc pode usar o emacs, o gedit, o kate, o BrOffice e etc…

Ao abrir o arquivo vc vai encontrar as linha no seguinte formato:

root:$6$Z7TcyknxOXdrdmP0$T/qg3fZtjiD1YlFTsmvfDyYjK5OvI1cJgZAVusdJZYbozWQHzmJcKQG3rplhF389nmB7AjV02dKcrcrwuD04E0:14649:0:99999:7:::

Em um outro post eu explico detalhadamente como é gerada a senha é o significado de cada campo entre os dois ponto, no momento o importante é só você saber que o valor contido entre os primeiros dois pontos é a senha criptografada. Apage essses valores, salve as alterações feche o arquivo e reinicie o sistema. Não se esqueça de alterar as permissões do /etc/shadow para 000.

#chmod 000 /etc/shadow

Quando sistema for reiniciado, se loge como root, quando pedir a senha de um ENTER. Pronto agora voce acabou de recuperar o root, não se esqueça de auterar a senha com um passwd.

Recuperação de arquivos com dd e foremost

Em outro post eu comentei sobre o CAINE, agora vou demostrar o uso de algumas ferramentas.

Para recuperação de arquivo perdidos, de qualquer tipo de partição (ext2. ext3, FAT, NTFS e etc), usei o comando dd ( nativo na maioria das distros Linux, e provavelmente nos demais sistemas derivados de Unix), e o foremost (ferramenta de analise forense disponivel para sistemas Unix).

Nesse post eu presumo que vc ja tenha instalado o foremost em seu sistema, mas por via das duvidas qualquer dia eu posso escrever um post detalhado sobre isso.

O primeiro passo para recuperar os dados de uma partição ou disco é criar uma imagem com o comando dd. Essa imagem é uma cópia exata do disco ou partição que será analizado.

O formato geral do comando dd é:

#dd if=arquivo_de_entrada of=arquivo_de_saida

Como nos sistemas derivados de Unix todas as entradas e saídas são tratadas como arquivos, logo é possivel copiar o conteúdo de um disco em outro, o conteúdo de uma imagem em um disco ou o inverso. Para criar a imagem coloque o endereço de onde ela será criada e use uma  extensão aff ou raw (pois são padrão para a maioria dos programas de analise forense).

Exemplo de uso de comando dd:

#dd if=/dev/sda1 of=/home/user/tmagem.raw

Lembrando que a criação da imagem pode demorar de acordo com o tamanho do disco analisado e que ao final a imagem fica com tamanho igual ao do disco analisado.

Após criar a imagem você pode usar o foremost para recuperar os dados contidos nela.

O formado geral é:

#foremost -i arquivo_de_entrada -o diretorio_de_saída

Em que o arquivo de entrada é a imagem do disco e a saída é o diretório que deseja que sejam salvos os dados.

Após o termino do processo abra o diretorio onde estão contido os dados e verifique os arquivos recuperados. A unica desvantagem do processo de recuperção é que os arquivos não retornam com os nome antigos.