Arquivo | Virtualização RSS for this section

Simulando redes Cisco com Dynamips

Dynamips é um emulador de roteadores Cisco Open Source, que funciona com arquitetura cliente – servidor. O modulo cliente é o Dynagen, que tem como função interpretar o arquivo de configuração da rede (arquivo com extensão .net, pode ser gerado manualmente ou usando o GNS3) e envia-lo ao servidor Dynamips para queo cenário seja emulado.

Instalação do Dynagen

Para instalar o Dynagen temos duas alternativa:

Usar o instalador de pacotes padrão de sua distribuição Línux. Exemplo:

Para derivados de Red Hat (Fedora, Centos, Red Hat):

#yum install dynagen

Para distribuições baseada em Debian:

#aptitude install dynagen

Caso a sua distribuição não tenha o Dynagen ou o Dynamips em seu repositório, podemos obter os pacotes  AQUI.

Faça o download do código fonte do Dynagen e execute os seguintes passos:

  1. Descompacte o pacote que contem o código fonte;
  2. Abra o terminal;
  3. vá ate a pasta que contem os fontes;
  4. Execute o arquivo configure. (Para executa-lo, digite ./configure, caso não tiver permissão execute: chmod +x configure, e em seguida ./configure);
  5. Se não ocorrer erros compile o Dynagen com make (isso pode demorar alguns minutos);
  6. Finalmente instale com make install;

Para usar o Dynamips não é necessário instala-lo (pois ele já vem compilado). Basta baixar o arquivo binário, dar permissão para execução e pronto:

$chmod +x dynamips.bin

Preparando o laboratório

O primeiro passo para montar um laboratório com o Dynamips é ter as imagens do IOS dos roteadores que deseja simular. Caso você não tenha as imagens do IOS do roteador, você pode fazer igual a um amigo do cunhado de uma conhecida do primo da minha vizinha e procurar no 4shared ou em torrent no isoHunt. Obtendo as imagens temos que criar um cenário para simular.

Criando cenários  para o Dynamips

Para criar cenários precisamos criar um arquivo de configuração com extensão .net. A estrutura desse arquivo é essa (Atenção os colchetes são para da sintaxe do arquivo!!! Os valores em itálico são variáveis e em negrito são constantes):

[endereço do host que esta executando o Dynamips]

[[ porta que o servidor Dynamips está utilizando ]]

Um arquivo pode conter vários modelos de router, para cada modelo deve se identificar o nome do modelo e a imagem.

[[Modelo do Router que deseja simular]]

image=path da imagem

[[ROUTER nome_do_route]]

model = modelo do router

console = porta para acesso via telnet

aux = porta auxiliar para acesso via telnet

Para fazer conexões entre os Router da rede devemos especificar as interfaces dos router que vamos usar para o conexão. exemplo:

e0/0 = R2 e0/0

Esse exemplo conecta a interface ethernet 0/0 do router que estamos configurando com outro router chamado R2.

Apos terminar de descrever o cenário desejado, devemos iniciar o Dynamips. Execute com a seguinte sintaxe:

$./dynamips -H 7200

-H => Habilitado o modulo hipervisor;

7200 => A porta que o servidor usará.

Com o dynamips rodando podemos executar o dynagem para enviar o cenário:

$dynagen CENARIO.net

Se não ocorrer nenhum erro no arquivo do cenário devera aparecer a seguinte mensagem do shell:

Network successfully loaded

Dynagen management console for Dynamips and Pemuwrapper 0.11.0
Copyright (c) 2005-2007 Greg Anuzelli, contributions Pavel Skovajsa

=>

Digite o comando list para lista os router da rede.

Para acessar um router da rede bastar usar o cliente Telnet:

$telnet 127.0.0.1 port_do_router

Teste de comparação de ferramentas de segurança

Esse artigo foi escrito por mim e pelo Lucas Trombeta para a de disciplina segurança de dados, cursada no terceiro trimestre de 2009 na UFABC.

Nesse trabalho estamos avaliando as ferramantas de auditoria de segurança mais populares.

Ferramentas utilizadas:

Nessus

É um scanner de vulnerabilidade desenvolvido e comercializado pela Tenable Networks, que tem como principal caracterisca um arquitetura cliente-servidor. A partir da versão 3 o Nessus conta com versões do servidor para windows e sistema baseados em Unix. O cliente também pode ser executado tanto em windows, quanto em ambiente Unix.

Nesse trabalho foi usada a versão para uso não comercial disponível no site da Tenable.

OpenVAS

O OpenVAS (Open Vulnerability Assessment System) é um scanner de segurança de redes com um cliente em interface gráfica. O núcleo é composto por um servidor que realiza um teste de vulnerabilidade na rede (NVTs) para detecção de problema de segurança em aplicações e sistemas remotos.

O servidor openVAS esta disponível apenas para sistema operacionais baseados em Unix (Línux, BSDs, Solaris), mas uma fez instalado em um servidor unix, pode realizar um scanner um scan em qualquer máquina. O cliente esta disponível para línux e windows.

Em sua versão 2.0.3 apresenta aproximadamente 15.300 scripts, para avaliação de vulnerabilidades.

Retina

É um software desenvolvido e comercializado pela eEye Digital Security. Tem como principais características:


  • Facilidade de uso;
  • Só é executavel em plataforma windows;
  • Auxilia na gestao de politicas de segurança.

Para uso nesse trabalho foi testada a versão trial do Retina.

Secure WIN Auditor™(SWA)

É um software desenvolvido e comercializado Secure Bytes. Basicamente é muito parecido com o Retina, foi desenvolvido para plataformas windows e Solaris.

Descrição do cenário de teste:

Para execução dos testes, foi criada uma rede de máquina virtuais com as seguintes características:

Nome da máquina :FreeBSD
Sistema operacional : FreBSD 7.2-RELEASE
Endereço ip: 192.168.1.9

Nome nome da máquina: Windows1
Sistema Operacional: Windows XP sp1
ip: 192.168.1.1.7

Nome: Win server 2003
Sistema Operacional: windows server 2003 Standart Edition sp2
Endereço ip: 192.168.1.4

Nome: Centos server
Sistema Operacional: Centos 3.8 Kernel: 2.4.21-50.EL
Endereço ip:192.168.1.10

Para criação do cenário foi usado o virtual Box 3.04

Descrição do experimento

Por se tratar de uma comparação entre ferramentas de plataformas diferentes, resolvemos desenvolver um experimento comparando o Nessus com OpenVAS e outro Comparando o Retina ao Secure Auditor. Abaixo são apresentados os teste e os resultados colhidos.


Comparação Nessus vs Openvas

Por se tratarem de duas ferramentas multiplataformas foram realizados teste contra toda as máquinas do cenário.

Resultados encontrados:

Máquina: Win server 2003

Number of vulnerabilities :

Nessus Openvas
Open ports 5 5
Low 17 2
Medium 0 1
High 2 1

Máquina: Windows1

Nessus OpenVAS
Open ports 8 6
Low 23 4
Medium 2 2
High 12 1

Máquina: Freebsd

Nessus Openvas
Open ports 10 10
Low 22 2
Medium 1 1
High 0 0

Máquina: Centos Server

Nessus Openvas
Open ports: 10 10
Low : 33 3
Medium : 5 5
High 0 0

Detecção de Sistema operacional:

Nessus OpenVAS
Win server 2003 Microsoft Windows Server 2003 Service Pack 2 Microsoft Windows 2003 Server Enterprise Edition (accuracy 100%)
Microsoft Windows 2003 Server Standard Edition (accuracy 100%)
Microsoft Windows XP SP2 (accuracy 100%)
Windows1 Microsoft Windows XP,
Microsoft Windows XP Service Pack 1
Microsoft Windows 2003 Server Enterprise Edition (accuracy 95%)
Microsoft Windows 2003 Server Standard Edition (accuracy 95%)
Microsoft Windows XP SP2 (accuracy 95%)
Microsoft Windows XP SP1 (accuracy 95%)
Microsoft Windows XP (accuracy 95%)
Microsoft Windows 2000 Server Service Pack 4 (accuracy 95%)
Microsoft Windows 2000 Server Service Pack 3 (accuracy 95%)
Microsoft Windows 2000 Server Service Pack 2 (accuracy 95%)
Microsoft Windows 2000 Server Service Pack 1 (accuracy 95%)
Microsoft Windows 2000 Server (accuracy 95%)
Microsoft Windows 2000 Workstation SP4 (accuracy 95%)
Microsoft Windows 2000 Workstation SP3 (accuracy 95%)
Microsoft Windows 2000 Workstation SP2 (accuracy 95%)
Microsoft Windows 2000 Workstation SP1 (accuracy 95%)
Microsoft Windows 2000 Workstation (accuracy 95%)
Freebsd FreeBSD 7.0 FreeBSD 5.4 (accuracy 90%)
FreeBSD 5.3 (accuracy 90%)
FreeBSD 5.2.1 (accuracy 90%)
FreeBSD 5.2 (accuracy 90%)
FreeBSD 5.1 (accuracy 90%)
FreeBSD 5.0 (accuracy 90%)
FreeBSD 4.11 (accuracy 90%)
FreeBSD 4.10 (accuracy 90%)
FreeBSD 4.9 (accuracy 90%)
FreeBSD 4.8 (accuracy 90%)
FreeBSD 4.7 (accuracy 90%)
FreeBSD 4.6.2 (accuracy 90%)
FreeBSD 4.6 (accuracy 90%)
FreeBSD 4.5 (accuracy 90%)
FreeBSD 4.4 (accuracy 90%)
Centos server Linux Kernel 2.4 on CentOS 3 Linux Kernel 2.6.11 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.6.10 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.6.9 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.6.8 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.6.7 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.6.6 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.6.5 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.6.4 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.6.3 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.6.2 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.6.1 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.6.0 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.4.30 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.4.29 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.4.28 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.4.27 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.4.26 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.4.25 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.4.24 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.4.23 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.4.22 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.4.21 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.4.20 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.4.19 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.0.36 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.0.34 (accuracy 100%)
Linux Kernel 2.0.30 (accuracy 100%)

Retina vs Secure Auditor.

Win server 2003:

Retina Secure Auditor
Open Port 9 4
Low 31 5
Medium 26 3
High 75 19
Retina Secure Auditor
Open Port 20 5
Low 2 0
Medium 0 0
High 11 5


Detecção de sistema operacional

Retina Secure Auditor
Windows1 windows xp Windows XP
Win Server 2003
Windows server 2003 service pack 2
Windows server 2003 service pack 2

Conclusão

No decorrer desse trabalho procuramos comparar algumas das ferramentas mais conhecidas de auditoria de vulnerabilidade de redes, ao todo testamos 3 comerciais e uma opensuorce. Ao analisar os dados podemos verificar que o Nessus de longe é a ferramenta mais sofisticada e completa das 4, apresentado como vantagens os fato de ser capaz de analisar redes mista e conseguir resultados melhores que o retina e Secure Auditor em sistemas operacionais plataforma de plataforma windows. A vantagem do retina é o fato de fazer um scan mais completo ma máquina que esta instalado, dai o fato de ser a ferramenta que mais encontrou vulnerabilidades na máquina win server 2003.

Referencias:

Nessus – http://www.tenablesecurity.com/solutions/
Secure Auditor – http://www.secure-bytes.com/
OpenVAS – http://www.openvas.org/
Retina – http://www.eeye.com/Home.aspx

Instalação do Open-solaris 2009

O Open-solaris é um sistema operacional de código aberto mantido pela Sun e pela comunidade, ele é um sistema clone do Solaris (sistema proprietário da Sun ). A idéia é mais ou menos igual a da Red Hat que comercializa o RHEL e desenvolve junto com a comunidade o Fedora.
O Open- solaris é um sistema operacional derivado do solaris que por sua vez é derivados dos BSDs. As principais caracteristicas do Solaris 10 (tambem do open-solaris) são:

  • DTrace: análise e resolução de problemas de performance, em tempo real;
  • Solaris Containers: consolidação de aplicações em servidores de maior porte, através da criação de ambientes isolados e independentes; * Predictive Self-Healing: capacidade de antecipar-se à ocorrência de falhas que possam causar paradas críticas, isolando-as e recuperando-se;
  • Smarter Updating: atualizações automáticas e inteligentes através do Sun Update Connection;
  • Integrated Open Source Applications: disponibilidade de centenas de aplicações já integradas ao sistema;
  • ZFS: um novo tipo de sistema de arquivos que provê administração simplificada, semântica transacional, integridade de dados end-to-end e grande escalabilidade.
  • Para download do Open-solaris 2009 clique aqui>;

    Sua instalação é facil, pois alem ser em liveCD ele vem com um instalador interativo. A unica dificuladade que enfrentei durante o processo foi fazer o login no Live-CD, pois diferente de qualquer outro sistema operacional que ja tenha visto, ele pede um login e senha para iniciar a sessão do Live-CD, ou seja, se voce não conhecer o usuario e senha padrao não pode nem iniciar o sistema. Mas a senha é cognitiva, e é a primeira que vem a cabeça quando se fala em Opensolaris. Não, não é user: opensolaris, password: opensolaris, nem admin. admin. È:

    user: jack
    password: jack
    password root: opensolaris

    Eu concordo com vc se estive pensando, que essa é a senha mais estupida possivel para um sistema operacional Opensource. Mas paciencia, se é a vontade da Sun, o que podemos fazer.

    Fiz um video de como é feita a instalação usando a interface gráfica (o GNOME).

    Veja como é feita a instalação:

    Tutorial básico de iptables

    O iptables é uma interface de configuração do netfilter, um firewall que funciona como um filtro de pacotes em sistemas Linux. Sua principal função é proteger a rede de ataques externos.

    O netflter começou a ser implementado no kernel Línux a partir da versão 2.4. Você pode encontrar a documentação completa aqui .

    O iptables trabalha com a seguinte configuração:

    #iptables [-t tabela] [opção] [chain] [dados] -j [ação]

    A tabela default é a tabela filter e contem as seguintes opções:

    INPUT – todos os pacotes que entram no computador através para internet.
    OUTPUT – todos os pacotes que o computador envia pela rede.
    FORWARD – pacote que são encaminhado para outros computadores da rede.

    Na figura abaixo é descrito o funcionamento do filtro do iptable:

    IPTables

    Diagrama de funcionamento do iptables

    Principais opções da tabela filter

    -p –> Policy (política). É a politica do firewall, inicialmente esta configurada como ACCEPT para INPUT, OUTPUT e FOWARD, ou seja aceita qualquer pacote. Para negar o trafego de qual pacote deve usar a opções DROP.

    -A –> Append (anexar). Acrescenta uma nova regra a tabela atual. A opção -A tem prioridade sobre a opção -p, por isso é normal negar todas entradas e saídas de pacotes da rede com DROP, e depois usar o -A para liberar pacotes específicos.

    -L –> lista as regras atuais.

    -D –> (Delete). Apaga uma regra. Pode usado apos tabela numero da linha

    -F –> (Flush) – Apaga todas as regras, mas não altera a politica.

    Dados:

    -s –> source . Especifica a origem dos dados. pode ser um endereço IP.

    -d –> (Destination) . ESpecifica o destino do pacote.

    -p –> (Protocol) – Especifica o protocolo a ser filtado.

    -i –> In interface – Especifica a interface de saída.

    -o –> Out-Interface (interface de saída). Especifica a interface de saída. Similar a -i, inclusive nas flexibilidades. O -o não pode ser utilizado com a chain INPUT.

    -! –> Exclusão. Utilizado com -s, -d, -p, -i, -o e outros, para excluir o argumento.

    –sport –> Source Port. Porta de origem. Só funciona com as opções -p udp e -p tcp.

    –dport –> Destination Port. Porta de destino. Só funciona com as opções -p udp e -p tcp.

    Ações
    As principais ações são:

    ACCEPT –> Aceitar. Permite a passagem do pacote.

    DROP –> Abandonar. Não permite a passagem do pacote, descartando-o. Não avisa a origem sobre o ocorrido.

    REJECT –> Igual ao DROP, mas avisa a origem sobre o ocorrido (envia pacote icmp unreachable).

    LOG –> Cria um log referente à regra, em /var/log/messages. Usar antes de outras ações.